Após operação da Polícia Civil, Paranhos determina intervenção da Secretaria de Obras e afastamento de servidores

A Prefeitura de Cascavel, através da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom), divulgou nota na manhã desta quinta-feira (15) em que informa a determinação do prefeito Leonaldo Paranhos aos secretários, Edson Zorek (Planejamento e Gestão) e Sandro Rocha (Obras Públicas), para que providenciem a indicação de um interventor, mantendo afastados os servidores da Secretaria de Obras até o desdobramento da investigação feita pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, núcleo de Foz do Iguaçu.

A nota diz ainda que Paranhos é favorável à toda investigação em defesa da gestão pública e transparência, e que o município está disposto a colaborar com o trabalho da polícia para que sejam tomadas, caso necessárias, as devidas providências administravas. A nota vem em resposta a operação deflagrada hoje em diversas cidades paranaenses, entre elas Cascavel. Por aqui, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra quatro servidores ligados a Sesop (Secretária Municipal de Serviços e Obras Públicas). As buscas ocorreram no Parque de Máquinas e nas residências dos investigados.

As investigações começaram ainda em 2019 na cidade de Missal, quando a Polícia Civil constatou que o grupo criminoso seria responsável por criar empresas de fachada com funcionários laranjas e a participação de servidores públicos. Eles seriam responsáveis por fraudar processos licitatórios e causar prejuízos aos cofres públicos. Essa é a segunda fase da operação.

Na primeira, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão. Na ocasião, a PCPR apreendeu diversos documentos que auxiliaram no andamento das investigações, como bilhetes de controle manual quanto ao pagamento de propina a diversos servidores e agentes públicos que mantinham contratos de venda de peças ou serviços para máquinas pesadas. Foi constatada corrupção ativa de um total de pagamento para empresas de R$2 milhões, destes, R$700 mil estavam descrito como retorno, o que seria propina.

Hoje a operação teve como objetivo cumprir 58 mandados de busca e apreensão. Mais de 120 policiais participam da ação que ocorre simultaneamente nos municípios de Alto Piquiri, Goioerê, Juranda, Anahy, Braganey, Campo Bonito, Cascavel, Quatro Pontes, São José das Palmeiras, Ouro Verde, São Pedro do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Santa Lúcia, Capitão Leônidas Marques, Capanema, Realeza, Catanduvas, Três Barras do Paraná e Rio Bonito do Iguaçu. Foi apurado que os crimes estavam ocorrendo em outros municípios da região Oeste.

Durante as diligências, a PCPR constatou que havia o recebimento de peças como sendo novas, o superfaturamento de preços e o pagamento de peças que não eram entregues ou utilizadas.

Há indícios de fraudes e acertos indevidos em licitações de 2017, 2018 e 2019. Os suspeitos são investigados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa. Apesar dos mandados ninguém foi preso na operação.

Todos os investigados serão ouvidos e os materiais analisados.

 

FONTES: POLÍCIA CIVIL, AEN E SECOM (CASCAVEL)