DENGUE: CASCAVEL JÁ REALIZOU CERCA DE 137 MIL VISITAS DOMICILIARES

A epidemia de dengue é uma realidade não somente de Cascavel, mas de todo o Paraná. No estado, mais da metade dos municípios estão com índices epidêmicos, o que tem reforçado a cada dia a importância de todos olharem seus quintais e se mobilizarem no combate ao mosquito da dengue.

A colaboração de toda a população é essencial, visto que os números da doença não param de aumentar em Cascavel e chegam a recordes negativos.  De acordo com o novo Boletim Epidemiológico da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), referente ao período de julho de 2019 até esta terça-feira (12), Cascavel tem o total de 8.429 notificações. Desse total, 4.398 casos foram confirmados de dengue. Além disso, os números podem aumentar ainda mais, uma vez que 1.937 pessoas estão aguardando exame. Outros 2.094 casos foram descartados.

Tendo como base a semana passada, Cascavel teve nesta semana a média de 198 casos notificados por dia e 112 positivos confirmados diariamente.

Os bairros mais afetados, conforme o boletim, são Interlagos, Brasmadeira, Cascavel Velho, Centro e Brasília, respectivamente, com 526 casos, 354, 236, 204 e 189 registros da doença.

QUADRIMESTRE
O município não tem poupado esforços no combate à dengue. Neste primeiro quadrimestre de 2020, já foram realizadas aproximadamente 10 mil inspeções em terrenos baldios e quase 137 mil visitas domiciliares.

A diretora de Vigilância em Saúde, Beatriz Tambosi, reforça que a dengue precisa, de fato, de uma mobilização de toda a sociedade, tanto do poder público como da população. Os agentes de Endemias realizam diariamente inspeções pela cidade, mas, o próprio morador também tem a responsabilidade de vistoriar o seu quintal. “O morador pode ser o próprio agente de Endemias da sua casa: faça check list semanal com os locais que precisam ser vistoriados e elimine criadouros”, pontua.

Para denúncias, os cascavelenses podem acionar a Ouvidoria do Município pelo 156 ou pela 3902-1343 na Divisão de Vigilância de Saúde Ambiental.

FUMACÊ
Em razão do cenário pandêmico, o Município de Cascavel solicitou o fumacê para a 10ª Regional de Saúde. O pedido já foi encaminhado para a Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com informações ainda não oficializadas, a autorização já foi concedida. No entanto, o Estado ainda não tem disponíveis os insumos e os veículos para encaminhar à cidade, uma vez que várias cidades no Paraná estão passando pela epidemia de dengue.  O equipamento, que dissemina o inseticida por meio de um veículo, foi solicitado para 28 localidades de Cascavel. O objetivo é usá-lo nas regiões Norte, Sul e Oeste da cidade, as mais infestadas pela dengue.

MORTES
Em Cascavel, já são três óbitos confirmados pela doença. As vítimas foram um jovem de 21 anos, uma senhora de 60 anos e um homem de 81 anos. Além disso, a Vigilância Epidemiológica está investigando três mortes suspeitas por dengue, em todos os casos os pacientes tinham sinais alarme e também comorbidades. Os casos são duas senhoras de 66 anos e um senhor de 65 anos de idade. Para todos os casos foram encaminhados exames para o Lacen (Laboratório Central do Estado do Paraná), em Curitiba.

CALL CENTER – SINTOMAS DE DENGUE
Tem sintomas de dengue? Acione o Call Center 3096-9090 e digite a opção número 3. O ramal é destinado para orientações em relação aos sintomas da dengue. As queixas para a doença são: dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor nas articulações, febre, manchas e coceira na pele, náuseas e dor abdominal. Os casos são notificados e, se necessário, encaminhados a uma unidade de saúde. Em situações mais graves, os cascavelenses podem ir direto a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Como posso ajudar?
Somente uma mobilização da comunidade é o que fará a diferença nessa guerra contra o mosquito. Não deixe acumular água parada, até mesmo água suja.

Dentre os locais que precisam ser vistoriados pela população estão: edícula, tonéis com captação de água da chuva, aquários sem bomba de oxigenação, pratos de vasos de plantas, bandejas das geladeiras, bebedouro de animais, tanque de roupas que ficam com água empossada no fundo, coletor de água da saída do ar-condicionado, lixeiro sem tampa e sem furo embaixo, piscinas de plástico, cisternas, caixas de gorduras e plantas aquáticas, pequenos objetos nos quintais; como tampas de garrafas, copos plásticos e brinquedos infantis. A destinação de pneus também é outro problema. A recomendação é deixá-los em uma área coberta ou então encaminhar para uma borracharia que se responsabilize. Até mesmo gotículas de água numa tampinha de plástico já são suficientes para se transformar no criadouro do mosquito.

Assessoria