Manifestantes recebem sentenças de prisão em Cuba

O governo socialista de Cuba começou o julgamento de pessoas que participaram na semana passada de uma série de protestos contra o atual sistema político do país.

Os ativistas argumentam que é apenas o começo de uma onda de julgamentos sumários das centenas de manifestantes que as autoridades detiveram durante e após os protestos incomuns de 11 e 12 de julho. O governo culpou contrarrevolucionários apoiados pelos Estados Unidos pela agitação. Autoridades cubanas que atendem a jornalistas estrangeiros não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre os casos dos detidos na ilha.

O presidente Miguel Díaz-Canel disse na televisão estatal na semana passada que há pessoas que receberão a resposta que a lei cubana considera e “que será enérgica”, mas afirmou que haveria o devido processo legal. O processo de julgamento do governo de Havana já foi criticado pela Anistia Internacional.

Os protestos, que começaram em uma pequena cidade há 10 dias e depois se espalharam, ocorrem durante a pior crise econômica de Cuba em décadas, o que se soma às restrições de liberdades civis. A maioria dos detidos foi mantida incomunicável, enquanto a localização de alguns ainda é desconhecida.

Os cubanos têm postado fotos de pessoas que dizem não conseguir localizar ou compartilhando histórias de prisões em um grupo do Facebook chamado “Desaparecidos #SOSCuba”, com mais de 10.000 membros.

Autoridades do Ministério do Interior cubano negaram que alguém estaria “desaparecido” e disseram que uma lista de detidos que circula é manipulada e inclui pessoas que nunca foram detidas.

 

Fonte e Foto: Agência Brasil