Projeto quer acabar com aplicação aérea de agrotóxico no paraná

O deputado Tadeu Veneri (PT) apresentou um projeto de lei que prevê a proibição da pulverização aérea de defensivos agrícolas nas plantações do Paraná. Segundo o petista, o projeto tem como fundamento os estudos da Organização Mundial de Saúde que mostra que menos de 1% das plantas são efetivamente atingidas pela pulverização e que o alcance do defensivo pode chegar a até 32 Km de distância do alvo original, causando um impacto direto na saúde da população e no meio ambiente em geral. Nossa reportagem procurou especialistas para falar sobre esse tema considerado polêmico. Lidiane Dutra, farmacêutica e doutoranda do curso de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, é favorável ao projeto. Ela desenvolveu uma pesquisa que  apontou a região de Cascavel como a de maior índice de ocorrências de malformações congênitas no Paraná devido à utilização de agrotóxicos entre 2004 a 2014. Lidiane é favorável ao projeto e afirma que a proximidade das áreas urbanas e rurais aumentam o problema.

Francisco Grzesiuk é Engenheiro Agrônomo não acredita que a proposta do deputado irá mudar o quadro de intoxicação, que segundo ele atinge consequentemente o próprio aplicador. Intoxicações que para o profissional poderiam ser evitadas se os equipamentos de proteção individual fossem utilizados pelos produtores.

Na justificativa do projeto o deputado diz que por conta do elevado percentual de perda durante a pulverização aérea, que pode chegar a mais de 80% e atingir localidades distantes, o volume necessário de veneno para aniquilar insetos e outras espécies acaba sendo muito maior. O engenheiro garante que não há uso excessivo de agrotóxico.

Segundo Lidiane Dutra é possível algumas medidas para amenizar o problema, entre elas a pulverização aérea.

Repórter: Deivid Souza

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