Saúde apresenta metodologia para calcular o risco relacionado à Covid-19

O secretário de Saúde de Cascavel, Thiago Stefanello, apresentou, na tarde desta quarta-feira (13), a metodologia que será usada diariamente para calcular o risco de saúde relacionado à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e as ações que serão tomadas conforme a classificação de risco. A principal delas será cruzar os dados do percentual de exames positivos em relação aos exames realizados – taxa de positividade – com a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto. Hoje, Cascavel possui 19% de Taxa de Positividade para Covid-19 e 80% dos 105 leitos de UTI adultos que existem na cidade ocupados, o que significa que o risco de saúde é alto.

Com base no índice de risco, uma planilha define as medidas que precisam ser adotadas. No caso do risco alto, por exemplo, a recomendação é para distanciamento social seletivo avançado, que proíbe eventos como shows, jogos de futebol, cinema, teatro, casas noturnas, entre outros. A segunda matriz trata do plano de contingência que tem como indicadores  a taxa de ocupação de leitos de UTI ativados após o início da pandemia e destinados exclusivamente para pacientes com sintomas ou confirmação da Covid-19. Conforme a taxa de ocupação destes leitos, aumenta a preocupação e o risco de colapso do sistema de saúde na região Macro Oeste do Paraná, ativando o sinal de alerta para o Município de Cascavel e o Governo do Estado em relação a novas medidas e a implantação de mais leitos.

Hoje, essa taxa de ocupação está em 19,7%, o que representa que Cascavel está saindo do risco baixo para o moderado. No risco moderado, por exemplo, uma das medida que consta no plano de contingência é a ativação dos leitos de UTI do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho, para atendimento de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O Hospital de Campanha, montado no Centro de Eventos, só será ativado se a classificação de risco chegar ao patamar “muito alto”. No caso de risco extremo é decretado o lockdown. “Se nós entrarmos em colapso total, um lockdown, nós vamos requisitar todos os leitos de UTI adulta, pediátrica e neonatal da rede privada e vamos, também, trabalhar a possibilidade da empresa Schumacher, de Marechal Cândido Rondon, onde está sendo feito os testes e produzidos os respiradores para que possam ser utilizados, caso não existam outros respiradores à disposição”, diz Stefanello.

Durante a entrevista coletiva do secretário Thiago Stefanello, ontem à tarde, ele reforçou o recado para a população de que o coronavírus não está controlado e os próximos 15 dias serão decisivos.

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FONTE: ASSESSORIA

FOTO: LEANDRO SOUZA